Só não acredita em conto de fadas quem ainda não encontrou seu príncipe encantado.
sábado, 5 de setembro de 2009
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Pedido [de aniversário]
“Agora eu consigo atravessar e sorrir de dentro de você, mas daqui a pouco essa conexão vai oscilar. Às vezes eu não vou te entender ou vou ficar distante. Às vezes você vai parecer feia e eu fraco. Tudo vai mudar. Mil emoções vão girar, inúmeras coisas vão dançar dentro, fora, entre nós. Por isso a gente faz o voto de ficar junto, no meio disso tudo, e de explorar o amor ao limite, ver até onde ele vai, no que ele se transforma, quais suas mil faces.
Quando tudo desabar, quando duvidarmos, inseguros, de nosso próprio amor, quando doer, quando ficarmos confusos, vamos lembrar que se há um inimigo, se há algum responsável pelo sofrimento, não é você nem eu, mas a confusão. Nós vamos nos juntar até mesmo quando estivermos mal. Vamos nos unir para dissolver nossos obstáculos, em vez de achar que uns problemas são seus e outros meus.
Sentimentos e sensações vem e vão, despontam, passam e cessam. E nós somos o espaço onde isso tudo se dá. Nós somos aquilo que fica. E eu quero ficar, ficar desse jeito, sempre presente, sem fugir, sem me esconder, penetrando tudo o que surgir pela frente, eu quero ficar com você.
Por que você? Sinceramente? Não é que eu confie em você, pois somos todos movimento constante. Eu mesmo não sou uma boa base para nossa relação. Não é exatamente porque você me faz bem ou porque eu beneficio sua vida, mas porque nós juntos fazemos muito bem um ao outro, e nós para os outros. Mais do que de você, gosto mesmo do que somos como um casal.
Eu aposto no espaço entre nós, naquilo que conseguimos fazer surgir juntos. Sei que poderia visualizar isso em outra pessoa, mas por que não com você?
Sinto-lhe informar, mas você vai se casar comigo.”
texto de Gustavo Gitti
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
♪ Só enquanto eu respirar ♫
Te acordarei sorrindo todos os dias
E sorrirei nos dias em que você me acordar
Procurarei teu abraço à noite
Sussurrando ao teu ouvido o quanto eu te amo
Te darei comida na boca
Enquanto te observo com afeto
Tentarei te surpreender a todo momento
E fingirei surpresa quando não conseguires fazer o mesmo
Me emocionarei a cada vez que te ver deitado em nossa cama
Ou brincando na sala com as crianças
Nosso filho sempre ouvirá boas histórias sobre você
A ponto de se espelhar em alguém tão incrível
Cozinharei o que você gosta
E te farei experimentar sabores desconhecidos
Te receberei de braços abertos
Mesmo depois de um dia cheio
Vou te massagear depois de um dia cansativo
Enquanto ouço como ele aconteceu
Tomarei banho com você
E lavarei tua alma das penúrias do mundo
Te farei carinho mesmo quando não mereceres
Porque lembrarei do que te trouxe até aqui
Ficarei brava com você ocasionalmente
Mas jamais isso vai diminuir meu sentimento
Comemorarei cada vitória sua
Te lembrando o quanto você é capaz
Te esperarei para dormir toda noite
E te desejarei com a mesma força da primeira vez
Te beijarei a cada chegada ou saída
Lembrando da minha vontade de te ter ao meu lado
Nunca te cobrarei atos infundados
Nem palavras sem sentido
Te decepcionarei algumas vezes
E te lembrarei que às vezes escapo do baralho
Te levarei café na cama
Acharei graça nos teus olhos sonolentos
Apreciarei teu cabelo empinado
Te olharei da forma que gostas
Encolherei meus ombros
Sorrirei largamente
Farei as caretas que já são tuas também
Se te ferir, reconhecerei meu erro
Se te chatear, pedirei desculpas
Se me desejares, ali estarei
♪ 'Só enquanto eu respirar'. ♫
sábado, 29 de agosto de 2009
Conto de fadas
'Era uma vez...'
Lembro da expectativa de esperar o voo chegar de Porto Alegre. Meu coração mal cabia dentro do peito, eu tremia feito louca e minhas mãos frias como duas pedras de gelo. Eu, já atrasada, não conseguia nem sair do carro.
Mais um cigarro.
Ao entrar no hall, já pude vê-lo sentado, com uma xícara de café à sua frente, conforme eu pedi. Pensei em chegar por detrás dele e falar muitas coisas. Só consegui chegar. Ele abaixou a cabeça e olhou para os meus pés, subindo o olhar bem devagar e levantou-se. Sorriu.
O abraço mais apertado que já pude dar. O ombro que acolheu minha face. O beijo mais macio que provei. Foram, com certeza, três dos melhores dias da minha vida.
O triste é a partida, mas era necessária. Os aviões ficaram para trás. Atravessei a rua, lembrei do meio-fio. Depois, uma sensação estranha de que eu tinha esquecido algo me tocou a alma, mas eu não conseguia lembrar o que era, só sei que era uma sensação parecida com saudade. Sim, eu sinto saudade.
Ele me levou o que eu tenho de mais precioso. E agora, vem me devolver.
Os olhos que me encantam, o sorriso que me motiva, a voz que me acalma e o toque que me seduz. A tatuagem que, ele não sabe, mas é minha.
Ele, meu. Eu, dele. E felizes para sempre.
Lembro da expectativa de esperar o voo chegar de Porto Alegre. Meu coração mal cabia dentro do peito, eu tremia feito louca e minhas mãos frias como duas pedras de gelo. Eu, já atrasada, não conseguia nem sair do carro.
Mais um cigarro.
Ao entrar no hall, já pude vê-lo sentado, com uma xícara de café à sua frente, conforme eu pedi. Pensei em chegar por detrás dele e falar muitas coisas. Só consegui chegar. Ele abaixou a cabeça e olhou para os meus pés, subindo o olhar bem devagar e levantou-se. Sorriu.
O abraço mais apertado que já pude dar. O ombro que acolheu minha face. O beijo mais macio que provei. Foram, com certeza, três dos melhores dias da minha vida.
O triste é a partida, mas era necessária. Os aviões ficaram para trás. Atravessei a rua, lembrei do meio-fio. Depois, uma sensação estranha de que eu tinha esquecido algo me tocou a alma, mas eu não conseguia lembrar o que era, só sei que era uma sensação parecida com saudade. Sim, eu sinto saudade.
Os olhos que me encantam, o sorriso que me motiva, a voz que me acalma e o toque que me seduz. A tatuagem que, ele não sabe, mas é minha.
Ele, meu. Eu, dele. E felizes para sempre.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Love is a temple. Love, the higher law.
Bono sabe das coisas!
♪ Did I ask too much, more than a lot?
You gave me nothing, now it's all I got
(.)
You ask me to enter, but then you make me crawl
And I can't be holding on to what you got
When all you got is hurt ♫
You gave me nothing, now it's all I got
(.)
You ask me to enter, but then you make me crawl
And I can't be holding on to what you got
When all you got is hurt ♫
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
O fim
“O que há algum tempo era novo, jovem, hoje é antigo
E precisamos todos rejuvenescer
(.)
No presente a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais”
Você olha para a parede branca à sua frente, vira a cabeça para a esquerda, olha a porta marrom gasta do armário; agora vira para o lado direito e não vê o céu estrelado e a copa da árvore junto à janela. Agora olha de novo para a frente, para o futebol na TV (que nunca te interessou) pendurada na parede. Você respira com dificuldade enquanto espera pela fisioterapeuta e, antes dela, o copo de suplemento. Você aumenta o volume da TV para ouvir melhor o jogo de futebol, 'seu companheiro das quartas à noite', e deixa de lado os diversos livros que jamais acabará de ler.
Você tem a alma transtornada e reclama que não gosta de canja de galinha. Reclama dos médicos, dos familiares, da salada de frutas. Você não quer morrer, mas começa a desconfiar de que não está melhorando e que talvez não se recupere mais, mas faz com que essa ideia passe rápido. O futebol ajuda nisso.
Passam os dias, algumas vezes eu passo pela sua casa. Vou viajar. Vou dar um novo rumo à minha vida, vou me lembrar que sou, também, mãe e namorada. Você ficará com meu irmão como sempre tem sido, o tempo todo. Você olha para mim e suas últimas palavras, balbuciadas sob a dificuldade respiratória, são 'não me abandone aqui sozinha'.
Fico com raiva, quero berrar que a mãe que você foi não lhe dá o direito de me dizer isso e que ficar na sua casa com o cheiro de urina, doença e morte que você trouxe é uma tortura. Mas me controlo e respondo, calmamente, que você não está abandonada, que terá companhia o tempo todo, e que domingo à noite estarei de volta.
Eu estou triste, sim. A morte é definitiva, e saber que ela anda nos rondando me assusta.
Na lembrança mais antiga que tenho com você, eu estou andando com você de mãos dadas na rua, à caminho da escola, debaixo de um guarda-chuva que nos protegia de uma fina garoa. Naquele dia eu só queria ir com o meu guarda-chuva pra escola, e lembro que essa história acabou comigo faltando à escola, deitada na cama chorando. Eu tinha marcas pelo corpo e não tinha muito menos que 4 anos. A partir daí, sua figura materna seria para mim uma quase permanente ausência.
Enquanto vivi dependendo de você também tive um dos períodos mais difíceis que atravessei, que vejo agora como uma densa, escura e turbulenta nuvem. Você foi ausente por mais de 20 anos e agora exige canja de galinha, atenção e amor? Depois daquela conversa em que você pediu perdão pela mãe que foi, e eu perdoei [ambas fingindo ser sinceras], aconteceria, quem sabe, um milagre? Você seria capaz de deixar o egoísmo de lado e olharia para os filhos, para a neta, para as pessoas em volta? Você conseguiria, além de exigir tudo para si, doar-se um pouco, apesar da doença? Você e eu, no fundo, sempre soubemos que não. Você tem uma alma muito, muito atormentada. E, se antes havia pelo menos a casca de uma mulher pequena, esforçada e com alguma beleza, agora a doença apodreceu esta casca. Há apenas o céu estrelado com a árvore na janela, o futebol, o cheiro de urina, doença e morte.
É assim que termina.
E precisamos todos rejuvenescer
(.)
No presente a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais”
Você tem a alma transtornada e reclama que não gosta de canja de galinha. Reclama dos médicos, dos familiares, da salada de frutas. Você não quer morrer, mas começa a desconfiar de que não está melhorando e que talvez não se recupere mais, mas faz com que essa ideia passe rápido. O futebol ajuda nisso.
Passam os dias, algumas vezes eu passo pela sua casa. Vou viajar. Vou dar um novo rumo à minha vida, vou me lembrar que sou, também, mãe e namorada. Você ficará com meu irmão como sempre tem sido, o tempo todo. Você olha para mim e suas últimas palavras, balbuciadas sob a dificuldade respiratória, são 'não me abandone aqui sozinha'.
Fico com raiva, quero berrar que a mãe que você foi não lhe dá o direito de me dizer isso e que ficar na sua casa com o cheiro de urina, doença e morte que você trouxe é uma tortura. Mas me controlo e respondo, calmamente, que você não está abandonada, que terá companhia o tempo todo, e que domingo à noite estarei de volta.
Eu estou triste, sim. A morte é definitiva, e saber que ela anda nos rondando me assusta.
Na lembrança mais antiga que tenho com você, eu estou andando com você de mãos dadas na rua, à caminho da escola, debaixo de um guarda-chuva que nos protegia de uma fina garoa. Naquele dia eu só queria ir com o meu guarda-chuva pra escola, e lembro que essa história acabou comigo faltando à escola, deitada na cama chorando. Eu tinha marcas pelo corpo e não tinha muito menos que 4 anos. A partir daí, sua figura materna seria para mim uma quase permanente ausência.
Enquanto vivi dependendo de você também tive um dos períodos mais difíceis que atravessei, que vejo agora como uma densa, escura e turbulenta nuvem. Você foi ausente por mais de 20 anos e agora exige canja de galinha, atenção e amor? Depois daquela conversa em que você pediu perdão pela mãe que foi, e eu perdoei [ambas fingindo ser sinceras], aconteceria, quem sabe, um milagre? Você seria capaz de deixar o egoísmo de lado e olharia para os filhos, para a neta, para as pessoas em volta? Você conseguiria, além de exigir tudo para si, doar-se um pouco, apesar da doença? Você e eu, no fundo, sempre soubemos que não. Você tem uma alma muito, muito atormentada. E, se antes havia pelo menos a casca de uma mulher pequena, esforçada e com alguma beleza, agora a doença apodreceu esta casca. Há apenas o céu estrelado com a árvore na janela, o futebol, o cheiro de urina, doença e morte.
É assim que termina.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Tá. Surtei.
Putaqueopariuvaitomanucuseufilhodaputavaicheirarbucetapraverseébomporqueeujátôdesacobemcheioenemligosealguémvaientenderounãomaseusóprecisoquebrarumaslouçasarrebentarumasportassofreralgumasfraturasexpostasporqueassimnãodáeunãosoudeferronemvocêentãopraquêcomplicartantoporqueascoisastemqueserassimtãodifíceissaudadedosmeusdezesseisanosnãotinhaqueesquentaracabeçacomnadaeagoraeutôcansadadessavidadeadultinhasermãetrabalharprofessorardonadecaseareaindaterqueaguentarosproblemaseasreclamaçõesdosoutrosqueeutôpoucomefudendoeopagamentoquenãocaiuodinheiroquetáacabandoaviagemqueeuqueroevoufazeraamigaquevemficarcomigoonamoradoquevemficarcomigotodomundovemficarcomigoequemcuidademimmeusantodeus?

TPM é uma merda.

TPM é uma merda.
[Re]Começo
Toda vez que algo tem um fim é dolorido. Dói mudar, dói fazer de novo. Dói encarar os erros.
Mas o importante nunca se deixa apagar. Aquilo que realmente importa continua ali, intocado, imaculado.
[Re]Comecei.
Deixei de ser quem eu era. Incrível como uma morte é tão dolorosa, mas meu luto acabou. Estou renascida e revigorada. E tudo aquilo que realmente interessa renasceu, ainda mais forte. Sem medos, sem dúvidas, sem reentrâncias.
Só eu e meu sentimento.
Precisava passar por este velório para que estivesse pronta para as mudanças que estão por vir. E um novo espaço para que eu possa me dissecar era necessário. Uma nova casa, que não será divulgada. Quem chegar aqui chegará por seus próprios méritos [ou curiosidade, vai saber].
Em duas semanas deixo a máscara da mãe-solteira-forte-independente para vestir minha alma, para exercer novos papéis. Continuarei sendo a mãe, mas passarei a ser um tipo contemporâneo de esposa.
Volto a sorrir, como se debutasse. E, a duas semanas do meu aniversário e da mudança mais esperada da minha vida, percebo o quão importantes as pessoas envolvidas são.
Pensei que era o fim, mas era apenas o início.
E que venha em paz. O que o futuro trouxer.
Mas o importante nunca se deixa apagar. Aquilo que realmente importa continua ali, intocado, imaculado.
[Re]Comecei.
Deixei de ser quem eu era. Incrível como uma morte é tão dolorosa, mas meu luto acabou. Estou renascida e revigorada. E tudo aquilo que realmente interessa renasceu, ainda mais forte. Sem medos, sem dúvidas, sem reentrâncias.Só eu e meu sentimento.
Precisava passar por este velório para que estivesse pronta para as mudanças que estão por vir. E um novo espaço para que eu possa me dissecar era necessário. Uma nova casa, que não será divulgada. Quem chegar aqui chegará por seus próprios méritos [ou curiosidade, vai saber].
Em duas semanas deixo a máscara da mãe-solteira-forte-independente para vestir minha alma, para exercer novos papéis. Continuarei sendo a mãe, mas passarei a ser um tipo contemporâneo de esposa.
Volto a sorrir, como se debutasse. E, a duas semanas do meu aniversário e da mudança mais esperada da minha vida, percebo o quão importantes as pessoas envolvidas são.
Pensei que era o fim, mas era apenas o início.
E que venha em paz. O que o futuro trouxer.
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