Cheguei no primeiro grande evento. O Natal.
Hoje eu gostaria de estar apenas em dois lugares: ao lado do meu pai e da minha filha ou ao lado do homem que estou amando. E estou em casa. Sozinha.
No último final de semana eu pesquisei muito sobre formas de suicídio. Buscando uma forma indolor, optei pela morte doce e encontrei dois métodos viáveis até então - meu carro quebrou e não liga, o que me impede de fazer da forma menos trágica e dramática.
Eu queria conversar com as pessoas que me são queridas sobre isso, então andei deixando algumas dicas sobre a minha intenção. Percebi que suicidas não falam abertamente sobre suas pretensões para que não sejam impedidos. Eu não quero que alguém me impeça, mas tenho um forte desejo de que algum tipo de milagre me aconteça e me faça sentir que ainda vale a pena estar por aqui.
Eu esperei por um milagre específico durante toda a última semana, eu pedi abertamente por ele. Pedi para o homem que amo me salvar nas festividades de fim de ano. Bastavam três palavras: "Quer ir comigo?" ou "Fico com você."
O milagre que esperei não aconteceu.
Hoje é véspera de Natal e eu não estou conseguindo entender minha cabeça. Estou confusa, como se estivesse bêbada, entorpecida. Não tenho vontade de fazer nada nem de encontrar ninguém. Não consigo manter o foco em uma atividade, já tive crises de choro e de ansiedade.
Não sei se quero sobreviver à noite de hoje.
Tenho os remédios aqui. Tenho as sacolas plásticas. Tenho a coragem. Alguns dizem que não é coragem, e sim covardia. A minha covardia é de continuar vivendo uma vida insossa, sem objetivos e sem motivações. Eu acordo todos os dias porque meu corpo me obriga e me alimento porque sinto fome. Tenho tomado meus remédios, cuidado da minha aparência e ido ao trabalho porque não quero que ninguém desconfie dos meus planos. Não para me impedir.
Ninguém tem culpa disso. Nem as pessoas que percorreram a minha história e nem eu mesma. Quem tem culpa disso é a vida mesmo. A vida que me faz sentir vilipendiada, incompreendida e descartada.
domingo, 24 de dezembro de 2017
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
Contagem regressiva (-13)
Minha contagem regressiva começa hoje porque acredito que não chegarei ao próximo ano.
A ideia de suicídio chegou como um cochicho fraco em meu ouvido, num dia banal. Como um câncer, ela foi silenciosamente ganhando espaço, primeiro aparecendo em momentos específicos de solidão. Hoje ela já é um pensamento recorrente e me faz companhia durante todo o dia, do acordar ao adormecer. No começo parecia absurdo e incabível - agora parece uma solução sensata e quase agradável.
Eu aprendi que suicidas não tomam essa decisão em um rompante. Suicídio é uma decisão consciente, trabalhada e estudada, não acontece do dia pra noite.
Eu estava estudando formas e técnicas de morrer e cheguei às possibilidades. Possibilidades tão reais e palpáveis que me fazem fazer pequenos testes para avaliar tempo e sofrimento.
Não quero sofrer, não mais.
A ideia de suicídio chegou como um cochicho fraco em meu ouvido, num dia banal. Como um câncer, ela foi silenciosamente ganhando espaço, primeiro aparecendo em momentos específicos de solidão. Hoje ela já é um pensamento recorrente e me faz companhia durante todo o dia, do acordar ao adormecer. No começo parecia absurdo e incabível - agora parece uma solução sensata e quase agradável.
Eu aprendi que suicidas não tomam essa decisão em um rompante. Suicídio é uma decisão consciente, trabalhada e estudada, não acontece do dia pra noite.
Eu estava estudando formas e técnicas de morrer e cheguei às possibilidades. Possibilidades tão reais e palpáveis que me fazem fazer pequenos testes para avaliar tempo e sofrimento.
Não quero sofrer, não mais.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
Última oração
Tem coisas que não carecem de explicação: a paixão não veio de repente e você sempre me deixou intrigada. Me envolvi conforme fui te conhecendo, participando das suas escolhas e dos seus anseios porque você é encantador de diversas formas e jeitos. Te vi almejar, insistir e perseverar, e você ganhava mais minha admiração a cada passo e a cada conquista. Você, mesmo sem querer, rachou a armadura que me coloquei por ter perdido a fé e a confiança nas pessoas. Enquanto estivermos aqui, olharei para as estrelas e pensarei que podemos contemplar o mesmo céu.
Enquanto estivermos aqui, te darei o meu melhor.
Enquanto estivermos aqui, te darei o meu melhor.
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
A caminho da última decisão
Decidir colocar um fim em tudo não é uma decisão fácil. É um processo, lento e gradual, considerado desqualificado e imoral. Fútil. Irrelevante.
Ninguém conhece a dor de ninguém.
As pessoas julgam, e julgam sem saber. Julgam aquilo que ignoram. Julgam aquilo que fingem esquecer. Por isso somos todos cegos, somos incapazes de ser verdadeiramente empáticos uns com os outros. Não conseguimos enxergar além de nosso próprio umbigo.
A vida inteira eu fui pela metade. Sempre quebrada, sempre faltando um pedaço. Sempre implorando por uma ajuda que nunca chegou. Desde sempre.
Você sabe o que é não ser amada? Eu sei. Minha mãe não me amou. Um dia ela se sentiu confortável em me dizer que eu fui a grande decepção da vida dela - e, note bem, isso foi algo que eu ouvi dela, depois de anos de terapia. Não foi numa briga, foi no consultório da psicóloga.
Minha mãe nunca me amou e por todos os anos em que ela esteve viva ela demonstrou isso das mais diversas formas: agressões, ameaças, desprezo. Ela engravidou quando não queria, quando não podia. Ela fez um enxoval pra um menino. Besteira? Não quando você cresce carregando marcas na alma e no corpo, encondendo-se para que as pessoas não fizessem perguntas. Meu pai? Sentia pena de mim, por isso procurava me dar a atenção e o carinho que eu não tinha - palavras dele.
Uma infância baseada em hematomas e queimaduras de cigarro. Uma vida inteira baseada em meus pais desejando que eu não estivesse ali.
A vida não me fez forte e independente. A vida me fez fugitiva de mim mesma. Viajando para longe, morando em outros lugares, experimentando copos e corpos noite após noite. Fazendo de mim uma escrava da necessidade de carinho e atenção. E o que as pessoas fizeram para me ajudar a evitar minha própria degradação, desde criança? Nada. As pessoas não se envolvem, as pessoas não se importam.
A sociedade em que vivemos é podre.
E minha degradação continuou. Seja pelo estupro que sofri e meus pais me tacharam de vagabunda, seja pelas tentativas de suicídio em que fui considerada dramática, pela gravidez não planejada em que fui chamada de inconsequente. Como se tudo o que passei fosse irrelevante e irresponsável. Quando é tarde demais as pessoas se perguntam o que havia de errado.
Pais que não enxergam seus filhos, se mutilando, se drogando, se destruindo. Mães que ignoram seus filhos, pais que humilham, irmãos que rejeitam. O sangue do meu sangue que me deixa pra trás como algo descartável.
Eu não sou forte como as pessoas gostam de pensar. Minha cabeça sempre esteve doente, ansiosa e angustiada, definhando. Ninguém vê. Ninguém se importa. No final da noite estão todos em seus lares confortáveis cercados de quem lhes é estimado - e aquele amigo, aquele parente, aquele conhecido, tadinho, ninguém suporta.
Ninguém se importa até que é tarde.
Eu não queria morrer. Eu imagino que tenho tanta coisa pra viver, pra conhecer, pra me engajar. Mas eu não tenho mais forças. Eu não sou forte, eu não consigo passar um dia sem derrubar lágrimas, eu não deixo de pensar que tudo o que eu tentei construir não faz qualquer sentido.
Eu tenho um sem-número de motivos pra chegar a este ponto. Minha mãe me espancava, meu pai fingia que não via, meu irmão não entendia. Meu melhor amigo me abusou, meu marido me agrediu, minha filha me deixou. Eu assisti minha morte e não sabia o que fazer a respeito.
Eu não quero as lágrimas da minha família. O que é família? Minha família é um monstro que me engole e me drena. São pessoas egoístas e narcisistas que preferem jogar as cinzas debaixo do tapete pra não terem suas vidas superficiais reviradas e suas rotinas fúteis estremecidas.
As pessoas são horríveis. Todo mundo se degladia em busca de atenção. As pessoas usam e abusam umas das outras e depois dizem que não tem nada a ver com isso e que cada um é responsável por si próprio. As pessoas são muito filhasdaputa.
Eu tenho medo de morrer. Tenho medo de haver algo depois dessa vida e a dor não acabar. Eu sou muito covarde. E eu já estou morta, já não tenho valia nesse mundo. Nem me reconheço mais. Eu não aguento mais viver assim.
Passo as noites pesquisando métodos e técnicas e me pego pensando em quanto tempo levarão para encontrar meu corpo inerte em casa. Consigo imaginar com perfeição meu corpo já putrefato e mau cheiroso - é o cheiro que vai chamar a atenção, não a ausência.
Ninguém se importa.
Ninguém conhece a dor de ninguém.
As pessoas julgam, e julgam sem saber. Julgam aquilo que ignoram. Julgam aquilo que fingem esquecer. Por isso somos todos cegos, somos incapazes de ser verdadeiramente empáticos uns com os outros. Não conseguimos enxergar além de nosso próprio umbigo.
A vida inteira eu fui pela metade. Sempre quebrada, sempre faltando um pedaço. Sempre implorando por uma ajuda que nunca chegou. Desde sempre.
Você sabe o que é não ser amada? Eu sei. Minha mãe não me amou. Um dia ela se sentiu confortável em me dizer que eu fui a grande decepção da vida dela - e, note bem, isso foi algo que eu ouvi dela, depois de anos de terapia. Não foi numa briga, foi no consultório da psicóloga.
Minha mãe nunca me amou e por todos os anos em que ela esteve viva ela demonstrou isso das mais diversas formas: agressões, ameaças, desprezo. Ela engravidou quando não queria, quando não podia. Ela fez um enxoval pra um menino. Besteira? Não quando você cresce carregando marcas na alma e no corpo, encondendo-se para que as pessoas não fizessem perguntas. Meu pai? Sentia pena de mim, por isso procurava me dar a atenção e o carinho que eu não tinha - palavras dele.
Uma infância baseada em hematomas e queimaduras de cigarro. Uma vida inteira baseada em meus pais desejando que eu não estivesse ali.
A vida não me fez forte e independente. A vida me fez fugitiva de mim mesma. Viajando para longe, morando em outros lugares, experimentando copos e corpos noite após noite. Fazendo de mim uma escrava da necessidade de carinho e atenção. E o que as pessoas fizeram para me ajudar a evitar minha própria degradação, desde criança? Nada. As pessoas não se envolvem, as pessoas não se importam.
A sociedade em que vivemos é podre.
E minha degradação continuou. Seja pelo estupro que sofri e meus pais me tacharam de vagabunda, seja pelas tentativas de suicídio em que fui considerada dramática, pela gravidez não planejada em que fui chamada de inconsequente. Como se tudo o que passei fosse irrelevante e irresponsável. Quando é tarde demais as pessoas se perguntam o que havia de errado.
Pais que não enxergam seus filhos, se mutilando, se drogando, se destruindo. Mães que ignoram seus filhos, pais que humilham, irmãos que rejeitam. O sangue do meu sangue que me deixa pra trás como algo descartável.
Eu não sou forte como as pessoas gostam de pensar. Minha cabeça sempre esteve doente, ansiosa e angustiada, definhando. Ninguém vê. Ninguém se importa. No final da noite estão todos em seus lares confortáveis cercados de quem lhes é estimado - e aquele amigo, aquele parente, aquele conhecido, tadinho, ninguém suporta.
Ninguém se importa até que é tarde.
Eu não queria morrer. Eu imagino que tenho tanta coisa pra viver, pra conhecer, pra me engajar. Mas eu não tenho mais forças. Eu não sou forte, eu não consigo passar um dia sem derrubar lágrimas, eu não deixo de pensar que tudo o que eu tentei construir não faz qualquer sentido.
Eu tenho um sem-número de motivos pra chegar a este ponto. Minha mãe me espancava, meu pai fingia que não via, meu irmão não entendia. Meu melhor amigo me abusou, meu marido me agrediu, minha filha me deixou. Eu assisti minha morte e não sabia o que fazer a respeito.
Eu não quero as lágrimas da minha família. O que é família? Minha família é um monstro que me engole e me drena. São pessoas egoístas e narcisistas que preferem jogar as cinzas debaixo do tapete pra não terem suas vidas superficiais reviradas e suas rotinas fúteis estremecidas.
As pessoas são horríveis. Todo mundo se degladia em busca de atenção. As pessoas usam e abusam umas das outras e depois dizem que não tem nada a ver com isso e que cada um é responsável por si próprio. As pessoas são muito filhasdaputa.
Eu tenho medo de morrer. Tenho medo de haver algo depois dessa vida e a dor não acabar. Eu sou muito covarde. E eu já estou morta, já não tenho valia nesse mundo. Nem me reconheço mais. Eu não aguento mais viver assim.
Passo as noites pesquisando métodos e técnicas e me pego pensando em quanto tempo levarão para encontrar meu corpo inerte em casa. Consigo imaginar com perfeição meu corpo já putrefato e mau cheiroso - é o cheiro que vai chamar a atenção, não a ausência.
Ninguém se importa.
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
O dia em que te pedi em namoro
Sabia que eu já te pedi em namoro?
Já te propus isso ao olhar nos seus olhos depois de nos beijarmos pela primeira vez naquele nosso encontro. Meu beijo também fez isso numa outra noite, pouco depois, no cinema.
Te pedi em namoro quando passamos horas e horas nos falando incansavelmente. Quando você me acordou de madrugada com alguma mensagem e conversamos até quase o dia amanhecer. Era dia de semana.
Quis namorar com você quando os nossos sorrisos sorriam juntos a cada acordar compartilhado após noites dividindo a mesma cama.
E também quando percebi que mesmo estando em casa, ali não era mais meu único lar.
Eu te pedi em namoro, de novo, nas vezes em que cozinhei para você. Quando tomamos vinho um de frente para o outro e eu esqueci que fico bêbada rápido com vinho. Nos cinemas que vieram depois. Quando me emocionei vendo Theodore e Samantha se despedindo de novo em "Her", mas dessa vez com você.
Quis namorar com sua presença todos os dias em que estivemos longe e a saudade apertava no peito. E nas vezes em que você me surpreendeu e me desarmou, eu sabia que não tinha mais jeito.
Nunca precisei de um pedido formal.
Uma convenção social não significa vontade e esforço de estar junto, e é disso que falo.
Ao contrário do que as pessoas pensam, não é a formalidade que faz um relacionamento começar a ser construído.
E é por isso que desde o primeiro dia o meu olhar sempre te preveniu:
- "O que foi que você está me olhando assim?"
- "Nada não..."
Mas no fundo, era uma verdade inconsciente.
Fica comigo?
Já te propus isso ao olhar nos seus olhos depois de nos beijarmos pela primeira vez naquele nosso encontro. Meu beijo também fez isso numa outra noite, pouco depois, no cinema.
Te pedi em namoro quando passamos horas e horas nos falando incansavelmente. Quando você me acordou de madrugada com alguma mensagem e conversamos até quase o dia amanhecer. Era dia de semana.
Quis namorar com você quando os nossos sorrisos sorriam juntos a cada acordar compartilhado após noites dividindo a mesma cama.
E também quando percebi que mesmo estando em casa, ali não era mais meu único lar.
Eu te pedi em namoro, de novo, nas vezes em que cozinhei para você. Quando tomamos vinho um de frente para o outro e eu esqueci que fico bêbada rápido com vinho. Nos cinemas que vieram depois. Quando me emocionei vendo Theodore e Samantha se despedindo de novo em "Her", mas dessa vez com você.
Quis namorar com sua presença todos os dias em que estivemos longe e a saudade apertava no peito. E nas vezes em que você me surpreendeu e me desarmou, eu sabia que não tinha mais jeito.
Nunca precisei de um pedido formal.
Uma convenção social não significa vontade e esforço de estar junto, e é disso que falo.
Ao contrário do que as pessoas pensam, não é a formalidade que faz um relacionamento começar a ser construído.
E é por isso que desde o primeiro dia o meu olhar sempre te preveniu:
- "O que foi que você está me olhando assim?"
- "Nada não..."
Mas no fundo, era uma verdade inconsciente.
Fica comigo?
sábado, 5 de agosto de 2017
Quantas relações foram quebradas porque uma das partes não estava pronta?
"Pronto". Foi essa a palavra que você me disse. "Eu não estou preparado para uma relação".
E quem, nesta vida, está? Ninguém.
Relações não são equações matemáticas exatas, onde sabe-se a fórmula, muito menos movimentos concretos onde sabe-se aonde quer chegar. Mas ouvir de você sobre não estar pronto, não querer nada que causasse muito envolvimento, que ainda não era o momento, nem hora, me fez pensar muito sobre mim também. Que eu não estive pronta pra nada nesse mundo e mesmo assim dei minha cara a tapa por respeito àquilo que eu estava sentindo, por afeto ao momento partilhado. Porque sentir qualquer coisa é melhor que se abster de não sentir nada.
Você se abstém de não sentir nada por honra à sua solidão. Porque a sensação de pertencimento a algo ou alguém é assustadora. Porque você, no auge da idade, não quer dar o braço a torcer. E quem quer dar o braço a torcer?
A gente tem transformado relações em guerras de quem abre mão primeiro, de quem não sufoca, de quem fica. E eu, desta vez, penso em não ficar.
Não por você, de quem gosto muito. Mas por mim. Eu penso em não ficar porque não consigo estar numa relação sem saber o que, de fato, ela é: amizade colorida? Crushes que se pegam às vezes e no outro dia nada? Relação romântica?
É isso que me agoniza ao falar contigo. Não saber. Não saber, com clareza, o que se quer numa relação me faz pensar em abrir mão. Dela e de você.
Quantas pessoas que estão presas em relações onde não se sabe da honestidade, do sentimento ali implicado, da vontade de estar? Tenho dúvidas em relação a você, a nós. Os traumas dormem comigo todas as noites em que duvido de que é possível seguirmos juntos. Sem necessariamente rotular, porque não é preciso. Mas como seguir sabendo que não existe uma palavra sobre o que estamos construindo?
Conversar com você todos os dias me acalma e ao mesmo tempo me aterroriza. Eu sinto que em algum momento você irá embora porque é o que pessoas como você fazem: vão embora. De repente, as mensagens visualizadas e não respondidas. Os emails falham. As respostas não vêm. As ligações não são atendidas. E, de repente, eu começo a me perguntar se o erro está em mim, o que eu fiz de errado e todas as inseguranças surgem para me lembrar de que não sou boa o suficiente. E eu não quero isso, sabe? Não quero que você vá embora ou fuja por medo ou peso.
Estar aqui, alimentando uma relação que eu não sei nem direito o que significa, quais são os planos, se há denominação, se me fará bem daqui um tempo, se você está envolvido... não é o bastante para eu permanecer. O problema é que eu tenho muita coragem para estar sozinha. Eu prefiro passar meus dias na minha própria solidão a compartilhar minha existência com alguém que não se ajeita para me perceber. Relações requerem conhecimento, de si e do outro. Exigem entrega e devoção, idem. Coisas que você, como mesmo disse, não pode me dar agora. E eu pergunto: se não agora, quando?
Esta semana eu li algo como "nós não existimos na eternidade, a eternidade é um tempo que não existe". E, sim, se não existirmos concretamente no hoje, como existiremos no amanhã, no depois?
Não tem como.
Por esta razão não acredito em pessoas certas no tempo errado. Pessoas acontecem quando precisam e querem acontecer. Quando batem no peito e assumem o risco, o corte e o sentimento. quando, sabendo do trauma, conseguem seguir.
Sobre você, bem, eu estava te fazendo carinho e parei por um momento. Você sorriu e pediu para que eu continuasse, porque era bom. Foi sábado passado, e eu lembro bem da sua expressão.
Nosso maior erro é não nos darmos uma chance. Ou nos mantermos preferindo ficar na superfície, quando tudo pode ser mar ou oceano.
Eu pelo menos sou.
E você?
E quem, nesta vida, está? Ninguém.
Relações não são equações matemáticas exatas, onde sabe-se a fórmula, muito menos movimentos concretos onde sabe-se aonde quer chegar. Mas ouvir de você sobre não estar pronto, não querer nada que causasse muito envolvimento, que ainda não era o momento, nem hora, me fez pensar muito sobre mim também. Que eu não estive pronta pra nada nesse mundo e mesmo assim dei minha cara a tapa por respeito àquilo que eu estava sentindo, por afeto ao momento partilhado. Porque sentir qualquer coisa é melhor que se abster de não sentir nada.
Você se abstém de não sentir nada por honra à sua solidão. Porque a sensação de pertencimento a algo ou alguém é assustadora. Porque você, no auge da idade, não quer dar o braço a torcer. E quem quer dar o braço a torcer?
A gente tem transformado relações em guerras de quem abre mão primeiro, de quem não sufoca, de quem fica. E eu, desta vez, penso em não ficar.
Não por você, de quem gosto muito. Mas por mim. Eu penso em não ficar porque não consigo estar numa relação sem saber o que, de fato, ela é: amizade colorida? Crushes que se pegam às vezes e no outro dia nada? Relação romântica?
É isso que me agoniza ao falar contigo. Não saber. Não saber, com clareza, o que se quer numa relação me faz pensar em abrir mão. Dela e de você.
Quantas pessoas que estão presas em relações onde não se sabe da honestidade, do sentimento ali implicado, da vontade de estar? Tenho dúvidas em relação a você, a nós. Os traumas dormem comigo todas as noites em que duvido de que é possível seguirmos juntos. Sem necessariamente rotular, porque não é preciso. Mas como seguir sabendo que não existe uma palavra sobre o que estamos construindo?
Conversar com você todos os dias me acalma e ao mesmo tempo me aterroriza. Eu sinto que em algum momento você irá embora porque é o que pessoas como você fazem: vão embora. De repente, as mensagens visualizadas e não respondidas. Os emails falham. As respostas não vêm. As ligações não são atendidas. E, de repente, eu começo a me perguntar se o erro está em mim, o que eu fiz de errado e todas as inseguranças surgem para me lembrar de que não sou boa o suficiente. E eu não quero isso, sabe? Não quero que você vá embora ou fuja por medo ou peso.
Estar aqui, alimentando uma relação que eu não sei nem direito o que significa, quais são os planos, se há denominação, se me fará bem daqui um tempo, se você está envolvido... não é o bastante para eu permanecer. O problema é que eu tenho muita coragem para estar sozinha. Eu prefiro passar meus dias na minha própria solidão a compartilhar minha existência com alguém que não se ajeita para me perceber. Relações requerem conhecimento, de si e do outro. Exigem entrega e devoção, idem. Coisas que você, como mesmo disse, não pode me dar agora. E eu pergunto: se não agora, quando?
Esta semana eu li algo como "nós não existimos na eternidade, a eternidade é um tempo que não existe". E, sim, se não existirmos concretamente no hoje, como existiremos no amanhã, no depois?
Não tem como.
Por esta razão não acredito em pessoas certas no tempo errado. Pessoas acontecem quando precisam e querem acontecer. Quando batem no peito e assumem o risco, o corte e o sentimento. quando, sabendo do trauma, conseguem seguir.
Sobre você, bem, eu estava te fazendo carinho e parei por um momento. Você sorriu e pediu para que eu continuasse, porque era bom. Foi sábado passado, e eu lembro bem da sua expressão.
Nosso maior erro é não nos darmos uma chance. Ou nos mantermos preferindo ficar na superfície, quando tudo pode ser mar ou oceano.
Eu pelo menos sou.
E você?
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
A morte me cai bem
Há tempos eu não sentia um vazio tão grande. Eu, que costumeiramente tenho um furacão de emoções confusas e pensamentos desvairados dentro de mim, estou preenchida com um vácuo inerte. O mais puro nada.
Não há planos mirabolantes, não há certezas rasas, não há dúvidas profundas. Não há amores coloridos, não há amizades fluorescentes, não há paixões que brilham em neon.
Não há esperanças medidas e nem desmedidas.
Eu queria recuperar o fôlego da caminhada e ter coragem pra me arriscar na incerteza do mundo. Eu queria me desvencilhar da companhia deste silêncio quase sólido, deste desprezo palpável, desta falta de bem-querer.
Não há mais nada por aqui.
Não há planos mirabolantes, não há certezas rasas, não há dúvidas profundas. Não há amores coloridos, não há amizades fluorescentes, não há paixões que brilham em neon.
Não há esperanças medidas e nem desmedidas.
Eu queria recuperar o fôlego da caminhada e ter coragem pra me arriscar na incerteza do mundo. Eu queria me desvencilhar da companhia deste silêncio quase sólido, deste desprezo palpável, desta falta de bem-querer.
Não há mais nada por aqui.
terça-feira, 18 de julho de 2017
Simples
Ontem depois que você foi embora confesso que fiquei triste como eu sempre ficava. Hoje foi diferente.
Fico me perguntando que outra mulher ouviria os maiores absurdos de você, um homem de 26 anos, sobre sua recente paixão por carros e rodas, suas composições e sonho de Rock in Rio e, ainda assim, não deixar de olhar pra você e ver um homem maravilhoso. Eu adoro te ver além da sua casca.
E que outra mulher te veria além da sua casca? Você não entende que eu baixei as músicas de Winery Dogs e umas boas do Dave Matthews Band porque achei divertido te fazer um jantar ouvindo algumas dessas suas músicas que dão vontade de viver. Um jantar que você não vai comer porque está perdendo o paladar para o que a vida tem de verdadeiro e bom. É tanta comida estragada, plastificada e sem sal, que você está perdendo o paladar. E você não sabe como vale a pena gostar de alguém e acordar na casa dessa pessoa e tomar café preto falando sobre notícias malucas como o cara que acha que é vampiro. Tudo sem vírgula mesmo e, nem por isso, desequilibrado ou antes da hora.
Você não sabe como isso é infinitamente melhor do que acordar com essa ressaca de coisas erradas e vazias. Ou sozinho e desesperado pra que algum amigo reafirme que o seu dia valerá a pena. Ou com alguma garotinha boba que vai namorar sua casca. A casca que você também odeia e usa justamente para testar as pessoas “quem gostar de mim não serve pra mim”.
E eu tenho vontade de segurar seu rosto e ordenar que você seja esperto e jamais me perca e seja feliz. E entenda que temos tudo o que duas pessoas precisam para serem felizes juntas. A gente dá muitas risadas juntos. A gente admira o outro desde o dedinho do pé até onde cada um chegou sozinho. A gente acha que o mundo está maluco e sonha com sonos jamais despertados antes do meio-dia. A gente se reconheceu de longa data quando se viu pela primeira vez na vida.
E você me olha com essa carinha banal de “me espera só mais um pouquinho”. Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E sempre volta.
Volta porque pode até ter uma coxa mais dura. Pode até ter uma conta bancária mais recheada. Pode até ter alguma descolada que te deixe instigado. Mas não tem nenhuma como eu.
Porque, quando você está com medo da vida, é na minha mania de rir de tudo que você pode encontrar mais forças. E, quando você está rindo de tudo, é na minha neurose que dá pra encontrar um pouco de chão. E, quando você precisar se sentir especial e amado, sabe que pode sentir isso na minha voz. E, quando pensar em alguém em algum momento de solidão, seja para chorar ou para ter algum pensamento mais safado, lembre-se de que estou toda aqui pra você.
Eu vou para a cama todo dia com 5 livros e uma saudade imensa de você ao invés de estar por aí caçando qualquer mala na rua pra te esquecer ou para me esquecer. E não me sinto fraca ou boba ou perdendo meu tempo por causa disso.
Te adoro, rabugento.
Fico me perguntando que outra mulher ouviria os maiores absurdos de você, um homem de 26 anos, sobre sua recente paixão por carros e rodas, suas composições e sonho de Rock in Rio e, ainda assim, não deixar de olhar pra você e ver um homem maravilhoso. Eu adoro te ver além da sua casca.
E que outra mulher te veria além da sua casca? Você não entende que eu baixei as músicas de Winery Dogs e umas boas do Dave Matthews Band porque achei divertido te fazer um jantar ouvindo algumas dessas suas músicas que dão vontade de viver. Um jantar que você não vai comer porque está perdendo o paladar para o que a vida tem de verdadeiro e bom. É tanta comida estragada, plastificada e sem sal, que você está perdendo o paladar. E você não sabe como vale a pena gostar de alguém e acordar na casa dessa pessoa e tomar café preto falando sobre notícias malucas como o cara que acha que é vampiro. Tudo sem vírgula mesmo e, nem por isso, desequilibrado ou antes da hora.
Você não sabe como isso é infinitamente melhor do que acordar com essa ressaca de coisas erradas e vazias. Ou sozinho e desesperado pra que algum amigo reafirme que o seu dia valerá a pena. Ou com alguma garotinha boba que vai namorar sua casca. A casca que você também odeia e usa justamente para testar as pessoas “quem gostar de mim não serve pra mim”.
E eu tenho vontade de segurar seu rosto e ordenar que você seja esperto e jamais me perca e seja feliz. E entenda que temos tudo o que duas pessoas precisam para serem felizes juntas. A gente dá muitas risadas juntos. A gente admira o outro desde o dedinho do pé até onde cada um chegou sozinho. A gente acha que o mundo está maluco e sonha com sonos jamais despertados antes do meio-dia. A gente se reconheceu de longa data quando se viu pela primeira vez na vida.
E você me olha com essa carinha banal de “me espera só mais um pouquinho”. Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E sempre volta.
Volta porque pode até ter uma coxa mais dura. Pode até ter uma conta bancária mais recheada. Pode até ter alguma descolada que te deixe instigado. Mas não tem nenhuma como eu.
Porque, quando você está com medo da vida, é na minha mania de rir de tudo que você pode encontrar mais forças. E, quando você está rindo de tudo, é na minha neurose que dá pra encontrar um pouco de chão. E, quando você precisar se sentir especial e amado, sabe que pode sentir isso na minha voz. E, quando pensar em alguém em algum momento de solidão, seja para chorar ou para ter algum pensamento mais safado, lembre-se de que estou toda aqui pra você.
Eu vou para a cama todo dia com 5 livros e uma saudade imensa de você ao invés de estar por aí caçando qualquer mala na rua pra te esquecer ou para me esquecer. E não me sinto fraca ou boba ou perdendo meu tempo por causa disso.
Te adoro, rabugento.
sábado, 27 de maio de 2017
Nuvem
Há mais ou menos um mês você me disse para eu refletir sobre meus desejos e expectativas, e sugerir algo que tendenciasse à minha felicidade. Eu estava esperando algumas coisas acontecerem antes disso: os shows do Anitelli e do Humberto - porque eu não queria ter a lembrança da sua ausência neles - e o Dia dos Namorados - para que você não tivesse alguma má impressão.
Eu fiquei MUITO chateada por você não ir comigo ao show de amanhã porque eu já havia falado dele há dois meses, e você disse que iria se pudesse reclamar depois. Fiquei chateada porque eu realmente esperava que você fosse comigo ao show do cara que é meu compositor favorito, que praticamente traduz minha vida nas suas letras e me comove com seus acordes no baixo.
Daí eu pensei que não devo mais postergar essa conversa, mas não sei quando te verei novamente e nem se conseguirei te falar. Então estou fazendo isso.
A nossa relação não tem nome e nem precisa de um. É uma junção de propósitos, um acerto sem denominações. Um relacionamento sem atualização de status ou aceitação alheia.
Eu gosto de você e de quem somos juntos, mas ainda me falta algo. Estarmos juntos é, ao mesmo tempo, suficiente e ultrajante, porque não consigo me alimentar de hipóteses e muito menos sobreviver de expectativas.
Quando eu te disse que não queria migalhas suas eu me referia à fragilidade e superficialidade. Eu me sinto uma nota de rodapé perdida na sua história, enquanto eu queria ser o seu marcador de livros favorito. Não falo em mudar hábitos ou rotinas, principalmente porque uma relação é composta de duas pessoas, dois indivíduos, únicos e raros, que tem suas próprias vidas, seus próprios objetivos e duas próprias escolhas.
Mas estar junto é também compartilhar nossa individualidade.
Eu sinto inveja quando comenta que saiu com seus amigos e Fulano e Cicrano levaram "as minas" junto. Sinto inveja porque eu também queria estar lá de vez em quando, compartilhando desse Pedro e desse mundo que desconheço. Fico pensando se você quer me esconder, se tem vergonha de mim - afinal, não estamos juntos há duas ou três semanas. São quase seis meses.
Me machuca quando você fala que tem "afeto" ou "apreço" por mim. Afeto e apreço são sentimento que tenho pelos meus amigos. Por você, não sei ao certo. Já te escrevi algumas vezes que estou apaixonada, e não consigo te dizer isso cara a cara porque tenho medo de não ver seus olhos castanhos brilharem nessa hora. Por duas ou três vezes eu te olhei e pensei "CARALHO, EU AMO ESSE HOMEM!". Isso é tão confuso! Confuso porque eu tenho tentado represar meus sentimentos, me sinto insegura e me apavora a ideia de não ser correspondida por você.
Procuro, a cada dia, matar o que sinto. Eu não quero perder meu tempo me esforçando para entrar em alguém que não tem espaço para mim.
Confesso que tenho uma esperança meio burra de que você queira fazer algo para me convencer de que vale a pena ficar. De que você corra até mim, me segure pelo braço e diga que precisa que eu continue acreditando. Eu queria que você não apenas me assistisse saindo, não me olhasse escorregando por entre seus dedos sem nem sequer tentar fechar a mão.
Não me deixa ir embora e acreditar que lá fora é melhor do que aí dentro porque não faz frio, não venta e nem é tão solitário. Não me deixa dar conta de que existem lugares dos quais você não faz parte e que posso ter esses lugares só pra mim se eu quiser. Eu desejo que você não me deixe querer.
Se uma mensagem sua demorar a chegar, eu passo por cima do orgulho e da simplória tentativa de saber quem errou primeiro.
E se sua mensagem não chegar nunca, eu deixo a minha aqui mesmo.
Eu fiquei MUITO chateada por você não ir comigo ao show de amanhã porque eu já havia falado dele há dois meses, e você disse que iria se pudesse reclamar depois. Fiquei chateada porque eu realmente esperava que você fosse comigo ao show do cara que é meu compositor favorito, que praticamente traduz minha vida nas suas letras e me comove com seus acordes no baixo.
Daí eu pensei que não devo mais postergar essa conversa, mas não sei quando te verei novamente e nem se conseguirei te falar. Então estou fazendo isso.
A nossa relação não tem nome e nem precisa de um. É uma junção de propósitos, um acerto sem denominações. Um relacionamento sem atualização de status ou aceitação alheia.
Eu gosto de você e de quem somos juntos, mas ainda me falta algo. Estarmos juntos é, ao mesmo tempo, suficiente e ultrajante, porque não consigo me alimentar de hipóteses e muito menos sobreviver de expectativas.
Quando eu te disse que não queria migalhas suas eu me referia à fragilidade e superficialidade. Eu me sinto uma nota de rodapé perdida na sua história, enquanto eu queria ser o seu marcador de livros favorito. Não falo em mudar hábitos ou rotinas, principalmente porque uma relação é composta de duas pessoas, dois indivíduos, únicos e raros, que tem suas próprias vidas, seus próprios objetivos e duas próprias escolhas.
Mas estar junto é também compartilhar nossa individualidade.
Eu sinto inveja quando comenta que saiu com seus amigos e Fulano e Cicrano levaram "as minas" junto. Sinto inveja porque eu também queria estar lá de vez em quando, compartilhando desse Pedro e desse mundo que desconheço. Fico pensando se você quer me esconder, se tem vergonha de mim - afinal, não estamos juntos há duas ou três semanas. São quase seis meses.
Me machuca quando você fala que tem "afeto" ou "apreço" por mim. Afeto e apreço são sentimento que tenho pelos meus amigos. Por você, não sei ao certo. Já te escrevi algumas vezes que estou apaixonada, e não consigo te dizer isso cara a cara porque tenho medo de não ver seus olhos castanhos brilharem nessa hora. Por duas ou três vezes eu te olhei e pensei "CARALHO, EU AMO ESSE HOMEM!". Isso é tão confuso! Confuso porque eu tenho tentado represar meus sentimentos, me sinto insegura e me apavora a ideia de não ser correspondida por você.
Procuro, a cada dia, matar o que sinto. Eu não quero perder meu tempo me esforçando para entrar em alguém que não tem espaço para mim.
Confesso que tenho uma esperança meio burra de que você queira fazer algo para me convencer de que vale a pena ficar. De que você corra até mim, me segure pelo braço e diga que precisa que eu continue acreditando. Eu queria que você não apenas me assistisse saindo, não me olhasse escorregando por entre seus dedos sem nem sequer tentar fechar a mão.
Não me deixa ir embora e acreditar que lá fora é melhor do que aí dentro porque não faz frio, não venta e nem é tão solitário. Não me deixa dar conta de que existem lugares dos quais você não faz parte e que posso ter esses lugares só pra mim se eu quiser. Eu desejo que você não me deixe querer.
Se uma mensagem sua demorar a chegar, eu passo por cima do orgulho e da simplória tentativa de saber quem errou primeiro.
E se sua mensagem não chegar nunca, eu deixo a minha aqui mesmo.
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Eu quero você (,) como eu quero
Quero que você seja meu matador de baratas oficial.
Quero teu ombro tatuado pra deitar minha cabeça e dormir aos finais de semana - e alguns dias na semana também.
Quero passar a mão nas tuas costas indefinidamente e te ouvir dizer que parece um cachorro pedindo carinho.
Quero tua comédia bêbada acompanhada das risadas dos teus amigos.
Quero a construção da tua sonoridade pensada e repensada.
Quero te ouvir tocar num dia à tarde. Ou à noite. Ou de manhã. Ou todo o tempo.
Quero te apoiar e encorajar no seu sonho de Rock in Rio.
Quero te ver soar quando toca e suar quando ama.
Quero te ver suar quando toca e soar quando ama.
Quero muito que eu e você também sejamos nós.
Quero teu ombro tatuado pra deitar minha cabeça e dormir aos finais de semana - e alguns dias na semana também.
Quero passar a mão nas tuas costas indefinidamente e te ouvir dizer que parece um cachorro pedindo carinho.
Quero tua comédia bêbada acompanhada das risadas dos teus amigos.
Quero a construção da tua sonoridade pensada e repensada.
Quero te ouvir tocar num dia à tarde. Ou à noite. Ou de manhã. Ou todo o tempo.
Quero te apoiar e encorajar no seu sonho de Rock in Rio.
Quero te ver soar quando toca e suar quando ama.
Quero te ver suar quando toca e soar quando ama.
Quero muito que eu e você também sejamos nós.
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