quinta-feira, 10 de julho de 2008

Ah, essas mulheres...

Me diga: quem foi a feladapouta que resolveu queimar sutiã?

Essa mulher, com certeza, não tinha um emprego. Nem um amor. Nem filhos.

Claro, tudo o que nos foi conquistado é importante. Mas não somos homens. Somos mais delicadas, mais arredondadas, mais emocionais.

Não é fácil ser mulher no novo século.

Independente, que cuida da própria vida, não precisa dar satisfações à ninguém, sai com quem quer, quando quer, para onde quer e faz o que quer. É lindo pensar em independência feminina.

Só esqueceram de me perguntar se EU queria isso.

Independência é um termo tão banalizado atualmente... o que é ser independente? É pagar as suas contas em dia mas ficar trancado em casa? É trabalhar dia e noite para custear um padrão de vida? É fazer sexo com o maior número possível de pessoas e voltar para casa sozinho?

Não vou negar. Já fiz tudo isso, muitas vezes. Mas, cadê a minha independência? Sempre refém de alguma coisa, seja dinheiro, carinho ou sexo. Já que é pra ser refém de algo ou alguém, que seja algo que valha a pena.

Prefiro deixar minhas contas vencerem mas poder abraçar cada um dos meus amigos quando der vontade. Prefiro trabalhar bem menos (e ganhar bem menos) mas ter qualidade de vida ao lado da minha filha. Prefiro deixar de ter novidades sexuais mas ter um companheiro que me abrace e diga "vai ficar tudo bem".

É lindo ser mulher. Mas as pessoas de hoje se dizem tão cheias de ideologias que deixam de perceber o mundo ao redor. Deixam de perceber que cada pessoa é única, é especial.

Deixam de amar. Deixam de dizer "eu te amo".

Eu digo isso sim, várias vezes ao dia. Pra várias pessoas. Em várias situações. E todas verdadeiras.

Já disse "eu te amo" na cama com um semi-desconhecido. Oras... por quê não poderia amá-lo? Não necessariamente aquele sentimento que nos leva a querer a pessoa ao lado todos os dias de nossa vida, mas um sentimento maior, de amor e respeito pelo outro.

Então, repito: pra quê tanta independência feminina? Preferia bem mais ter vivido nos anos 50, onde aí sim eu poderia exercer toda minha feminilidade tendo tempo e atenção para com as pessoas queridas, seja pensando no prato do jantar, acompanhando a lição dos filhos ou assistindo televisão ao lado do marido.

Agradeço, mas rejeito a oferta.

** Simone de Beauvoir que me perdoe, mas quero meu sutiã onde ele deve estar: nos meus seios. **

2 comentários:

John Doe disse...

EM tudo é assim não é mesmo, os famosos prós e contras... nunca se pode sair só ganhando ou só perdendo, é um jeito insano de balancear as coisas creio eu...

Ana Baldner disse...

Adorei seu texto... é isso mesmo... querem que sejamos mulheres independentes mas é um independente meio maluco... eu abri mão de um bom salario para ter mais tempo pra mim... e não me arrependo ( só quando vou passear no shopping rsrs)...

bjs